Trabalhos 2025/2026

Escola Secundária Inês de Castro (Vila Nova de Gaia)

Atividade:  Painel dos Alimentos: Sal

Escalão: 3.º Escalão: ensino secundário, profissional e superior

Resultados dos inquéritos, produtos selecionados?
Os resultados do questionário revelam que a maioria dos alunos demonstra hábitos adequados relativamente ao consumo de sal.
Quando questionados sobre a quantidade de sal presente nas refeições que consomem habitualmente, 86% consideraram que as refeições preparadas em casa contêm uma quantidade adequada de sal, valor que aumenta para 93% no caso das refeições consumidas fora de casa.
Relativamente ao hábito de adicionar sal aos alimentos já servidos no prato, 50% dos alunos afirmaram nunca o fazer, enquanto 43% referiram fazê-lo raramente. Apenas 7% indicaram adicionar sal com frequência, o que sugere uma reduzida tendência para aumentar o teor de sal das refeições.
No que diz respeito ao conhecimento das recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS), 79% dos alunos identificaram corretamente a dose máxima diária recomendada para um adulto, correspondente a cerca de 5 g de sal por dia. No entanto, 21% dos participantes revelaram desconhecimento ou apresentaram respostas incorretas, o que evidencia a necessidade de continuar a promover a educação para a saúde nesta área.
Nas questões de resposta aberta, os alunos identificaram como alimentos de consumo frequente o fiambre, o queijo, o pão, as bolachas recheadas com chocolate e os hambúrgueres. Referiram igualmente diversos efeitos nocivos associados ao consumo excessivo de sal, nomeadamente o aumento da pressão arterial, as doenças cardiovasculares, o acidente vascular cerebral (AVC), os problemas renais, a obesidade e a diabetes tipo 2. Relativamente às estratégias para reduzir o consumo de sal, os alunos destacaram a importância de provar os alimentos antes de adicionar sal, privilegiar alimentos frescos em detrimento de produtos processados, consultar os rótulos nutricionais, reduzir o consumo de snacks salgados e de refeições pré-preparadas e utilizar ervas aromáticas, especiarias e sumo de limão como alternativas para temperar os alimentos.
De um modo geral, os resultados obtidos revelam um bom nível de conhecimento dos alunos relativamente ao consumo de sal e aos seus impactos na saúde. O desenvolvimento deste projeto permitiu consolidar conhecimentos sobre alimentação saudável, promover a literacia alimentar e incentivar a adoção de hábitos que contribuam para a prevenção de doenças associadas ao consumo excessivo de sal.

Pesquisa e investigação sobre o consumo excessivo de sal:
Com base nestes resultados, os alunos realizaram uma pesquisa sobre o teor de sal presente nos alimentos selecionados. Para tal, analisaram rótulos alimentares e consultaram diversas fontes de informação fidedignas, destacando-se a Tabela da Composição de Alimentos do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) como principal referência. Os valores de sal foram recolhidos e comparados por 100 g de alimento, permitindo uma análise uniforme entre os diferentes produtos. Posteriormente, estes valores foram convertidos em equivalências visuais, utilizando colheres de chá e representações gráficas da quantidade de sal, de forma a facilitar a interpretação dos dados e a sensibilizar a comunidade educativa para o consumo excessivo deste nutriente. Paralelamente, os alunos investigaram estratégias para a redução do consumo de sal.
Esta análise permitiu compreender que muitos alimentos de consumo habitual apresentam quantidades significativas de sal, contribuindo para uma ingestão diária excessiva.

Memória descritiva:
No âmbito do Programa Eco-Escolas, os alunos do 1.º ano do Curso Profissional de Técnico Auxiliar de Saúde participaram no desafio “Painel dos Alimentos | Sal”, com o objetivo de sensibilizar a comunidade escolar para a importância de uma alimentação equilibrada e para os riscos associados ao consumo excessivo de sal.
O trabalho iniciou-se com a aplicação de um questionário a 14 alunos da turma, que permitiu recolher dados sobre hábitos alimentares, perceção do teor de sal presente nas refeições consumidas em casa e fora de casa, frequência de adição de sal aos alimentos, conhecimento da dose diária recomendada pela Organização Mundial da Saúde e identificação dos alimentos mais consumidos. Após o tratamento e análise dos dados, verificou-se a predominância do consumo de fiambre, queijo, pão, bolachas recheadas com chocolate e hambúrguer.
Com base nestes resultados, os alunos realizaram uma pesquisa online sobre o teor de sal presente nos alimentos selecionados, analisaram rótulos alimentares e investigaram estratégias para a redução do consumo de sal. Esta análise permitiu compreender que muitos alimentos de consumo habitual apresentam quantidades significativas de sal, contribuindo para a ingestão diária excessiva. O consumo elevado de sal está associado ao aumento do risco de hipertensão arterial, principal fator de risco para doenças cardiovasculares, incluindo acidente vascular cerebral e enfarte agudo do miocárdio. Está também relacionado com doença renal crónica, obesidade e diabetes tipo 2. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, a ingestão diária não deve ultrapassar 5 gramas de sal.
A informação recolhida foi organizada num painel informativo intitulado “O Sal: Nem muito, nem pouco!”, concebido de forma visualmente atrativa e acessível à comunidade escolar. O painel integra os resultados do questionário, a análise do teor de sal nos alimentos mais consumidos, os principais efeitos do consumo excessivo de sal e recomendações para a sua redução. Cerca de um quarto da área total foi dedicado à divulgação dos impactos do consumo excessivo de sal na saúde, em conformidade com as orientações do desafio. O painel possui dimensões de 100 cm × 110 cm (1,10 m²), cumprindo os requisitos definidos no regulamento. Para a sua elaboração foram utilizados computadores, folhas de cálculo para tratamento de dados, software de design gráfico, recursos de inteligência artificial (aplicados na pesquisa, organização da informação, tratamento de dados e conceção gráfica), bem como materiais de impressão e suporte de exposição. Estas ferramentas permitiram melhorar a organização da informação, a seleção de conteúdos relevantes e a comunicação visual dos resultados.
Os alunos participaram ativamente em todas as fases do projeto, desde a recolha e análise de dados até à pesquisa científica, seleção de informação e desenvolvimento do painel. Este envolvimento promoveu competências nas áreas da saúde, comunicação, literacia alimentar, cidadania e tecnologias digitais, aplicando conhecimentos teóricos a uma situação prática e reforçando a importância da prevenção em saúde.
O painel será afixado na cantina da escola, espaço frequentado diariamente por alunos, docentes e restantes elementos da comunidade educativa. Esta escolha estratégica visa potenciar o impacto da mensagem no momento das decisões alimentares, promovendo escolhas mais conscientes e saudáveis.
Com este trabalho, pretende-se contribuir para a educação para a saúde e para a promoção de estilos de vida saudáveis, incentivando a adoção de comportamentos alimentares informados e responsáveis. Através da participação ativa dos alunos e da divulgação dos resultados obtidos, o projeto transformou evidência científica em ação educativa, reforçando a importância das escolhas diárias na prevenção da doença e na promoção do bem-estar.

Registo fotográfico:

Inquéritos realizados: